Sep 03 2010

Gênesis

Publicado por Lipe

O Começo

Desde o princípio, havia elementos. Fogo para opor-se a água e terra para opor-se ao ar, para sempre rivalizando um com o outro para preservar o equilíbrio e a harmonia; enquanto o espírito, o mais misterioso dos elementos, pensa-se que não tem qualquer contraparte. Antes da vida, da consciência, ou mesmo da ilusão do tempo, estes elementos existiam como um vórtice de energia, e um silêncio perpétuo reinava por tudo o mundo.

O Primeiro Nascimento

Por eras o mundo permaneceu intocado; esperando pelo dia em que seria agitado, aguardando pelo tempo em que se tornaria o local do nascimento de dois seres. Estes dois seres eram Eanir e Lyria, e eles eram os Criadores. Finalmente, uma nova era poderia começar no mundo de Erasan.

A Era da Vida e da Terra

Os Criadores tendenciaram e consolidaram o mundo, ajudando a moldá-lo nas terras de constante-mudança e evoluindo as belezas que existem até os dias atuais, tornando muito mais uma parte dele do que os próprios elementos. Eanir desenhou a terra e o mar, criando um único continente, moldando-o em montanhas e vales, rios e lagos. Mitos e lendas falam sobre um grande lago no coração do continente, onde Eanir teria levantado uma ilha para Lyria e para si próprio bem no centro. Lyria se achou mais apta para a criação de vida do que terras; e assim ela fez as primeiras criaturas vivas. Até mesmo nas formas mais simples ela revelou sucesso, criando diversos grupos de animais. E cada vez mais complexos e hábeis projetos suas mãos começaram a fazer.

Como Lyria trouxe plantas e animais para o mundo dos vivos, ela viu que com o tempo as forças de vida deles secavam e muitos deles se alimentavam uns dos outros para sobreviver. Isso deixou Lyria triste, mas ela sabia que isso era necessário para permitir a grande diversidade e a preservação da harmonia que ela e Eanir desejavam para o mundo. Então ela deixou o mundo seguir sozinho e os Criadores ficaram maravilhados vendo que, ao longo do tempo, muitas plantas e animais semelhantes se adaptaram ao ambiente.

No entanto, sem o conhecimento de Eanir e Lyria, um terceiro ser de grande consciência se formou durante esse tempo; das imperfeições do trabalho de ambos Criadores, ele se alimentava. Como os Criadores continuaram a trabalhar e formar o mundo, eles o fizeram mais forte. Com o tempo, este ser seria conhecido como Phobos.

Esquecidos para o mal que seus trabalhos haviam feito surgir, Eanir e Lyria assistiam a sua criação com satisfação enquanto remodelavam as partes que não gostavam.

Novas Chegadas

Eanir e Lyria se tornaram noivos, e logo após cinco Deuses haviam nascidos, cada um mestre de um dos cinco elementos.

Cedo após isso, Lyria tentou criar criaturas inteligentes. O resultado foram os elfos, os quais rapidamente se dispersaram através das terras, usando os recursos de Erasan para se manterem vivos.

Seguindo isso, com a orientação de Lyria, os deuses masculinos criaram os Anões: baixos, robustos e companheiros; enquanto as deusas criaram os Draals, os quais eram similares em aparência com os elfos, porém eram mais hábeis no uso da magia. Muitas outras criaturas foram criadas e as novas raças rapidamente se adaptaram a Erasan, cada uma desenvolvendo o seu próprio modo de vida; os anões se estabeleceram fundo dentro das montanhas, protegidos das criaturas de fora, equanto os elfos ficaram em suas florestas as quais eles haviam criado eras antes.

A Primeira Guerra das Sombras

Contudo o Lorde das Trevas, Phobos, não havia estado inativo por esse tempo. Ele não só estava imensamente forte, como estava astuto também; o senhor da falsidade e mestre do desespero. Somente os mais fortes poderiam resistir a sua quase intolerável influência; muitas criaturas, incluindo numerosos elfos e anões foram incapazes de resistir a ele. O Senhor do Mal também criou uma série de criaturas próprias. As quais, para começar, não tinham a sutileza e fineza do trabalho dos Criadores, porém, foram compensadas em suas doenças e deformações. Entre essas criaturas estavam orcs, dragões e demônios. Juntamente com essas, Phobos fez inúmeras outras, porém não menos maléficas, para conduzir seu exército para a batalha.

Phobos havia criado um exército e estava certo de que tomaria posse do mundo para si; e assim começou a Primeira Guerra das Sombras. Eanir e Lyria estavam chocados com a súbita devastação e pelos assassinatos sem sentido que seguiam, e procuraram desesperadamente por respostas. Enquanto isso, Phobos estava sendo cuidadoso para se esconder dos olhos dos Criadores, e eles nada encontravam. Eles só podiam suspeitar e temer que alguma outra forma mais alta de consciência deveria aparecer, um poder mais forte mesmo do que a força combinada dos próprios Criadores.

Entretando, cego pela luxúria de ver Erasan sofrer, Phobos tinha subestimado como o mundo se uniria e como os Deuses teriam ajuda de seus seguidores contra o exército das sombras. Ele não se atreveu a revelar-se aos Criadores ou seus filhos, os quais temia, e sabia que procuravam por ele. Depois de 120 anos de conflito, Phobos lançou o seu poder total contra Erasan.

A terra uma vez conhecida com Erasan havia sido dilacerada pela guerra, e o grande continente se dividiu; a batalha havia abalado as fundações do mundo, quatro continentes se formaram do original e várias ilhas passaram a existir. As diversas raças se dispersaram e reduziram, e muitas passaram a se esconder: anões recuaram de volta para as montanhas e os elfos foram para as profundezas de suas florestas. Apesar da vitória, eles sofreram grandes perdas, algumas espécies ficaram à beira da extinção por muitos anos e outras desapareceram completamente.

Com Phobos derrotado, o Exército das Trevas se dispersou. Alguns fugiram para as montanhas, cavernas ou através do oceano para as ilhas recém criadas, enquanto muitos eram caçados por seus vitoriosos inimigos.

A existência de Phobos era bastante desconhecida. Todavia, 1000 anos de relativa paz em Erasan se seguiram após a Primeira Guerra das Sombras

A Idade dos Homens: A Era de ouro

Os Criadores agora sentiam vontade de criar outro ser inteligente; uma raça que os ajudasse a construir, de fácil adaptação e que pudesse curar este mundo: os Humanos. Tanto Lyria quanto Eanir contribuíram para criar essa raça, porém sem o conhecimento dos Criadores, Phobos também contribuiu para moldar essa nova espécie, e assim a semente do mal foi plantada no coração da humanidade.

Não obstante, os seres humanos se expandiam pelo mundo, estabelecendo-se por todos os quatro continentes. Desconsiderando alguns raros casos, houve muito pouco contato com as outras raças: muitos homens acreditavam que outras raças somente existiam em contos ou em histórias imaginárias de viajantes.

O mundo cresceu mais rápido que nunca e todas as raças descobriram novas utilizações da natureza, descobrindo metais e cristais, pedras preciosas, poções e mágica antiga. Enormes cidades foram construídas por todas as raças e com elas vieram as lendas e os heróis. A vida seguia e muitas memórias da Primeira Guerra das Sombras foram perdidas.

A Segunda Guerra das Sombras

Novamente em segredo, Phobos construía seu exército. Desta vez criando criaturas mais terríveis que antes; suas habilidades de criação de vida agora podiam se rivalizar com as de Lyria. Foi durante esse tempo que Nardrôg – um demônio do fogo, da sombra e ódio – provavelmente nasceu e se tornou a criatura favorita do Lorde das Trevas.

Entretanto os Criadores não eram tão ingênuos de acreditar que a guerra nunca retornaria à Erasan. Levou muitos séculos para descobrirem a existência e natureza de Phobos. Uma era inteira se passou para que os Criadores percebessem que Phobos era uma deformação de suas criações: formado pelas imperfeições do trabalho dos Deuses; então eles perceberam que não poderiam destruir, aprisionar ou domar este ser. Em vez disso, resolveram enfraquecê-lo o máximo que podiam, removendo do mundo as imperfeições que acidentalmente estavam nele.

Parecia que nunca faziam progresso: às vezes parecia que embora um rasgo fosse costurado, uma outra linha de seu delicado mundo se afrouxava. No entanto, eles sabiam qual era a única alternativa para a salvação de seu mundo, pois os Criadores eram tão parte do mundo quanto os elementos que o formam.

Phobos logo compreendeu seu erro e viu que os Criadores o conheciam e sabiam como podiam enfraquecê-lo. Então, o Lorde das Trevas começou prematuramente sua invasão de Erasan, conquistando praticamente todo o mundo em apenas um ano, uma cidade caindo após a outra. Até mesmo Aerath, a menos afetada dos quatro continentes, foi completamente tomada, subjugando-se ao
exército das sombras; todas as cidades, salvo Tagil Eim, dos anões do nordeste e Luthialeth, capital dos elfos de Northwood, foram destruídas e seus sobreviventes fugiram ou foram mortos pelas mãos do exército das sombras. Ainda assim, o mais devastador dos ataques foi na Ilha dos Deuses, vários Deuses foram mortos e a própria ilha afundou no mar.

No entanto, ao longo do tempo o conflito uniu as nações e os povos que não foram completamente derrotados pelo Lorde das Trevas. Eles lutaram muitas batalhas contra os invasores. Rivalidades e rancores foram perdoados e esquecidos, e inimigos anteriores se uniram contra os exércitos das trevas.

Com determinação, os Criadores arrumavam o mundo, enquanto seus filhos e leais criaturas travavam uma guerra com os exércitos do Lorde das Trevas. Apesar de seus esforços, Phobos sentiu suas forças diminuirem. A forte posição das forças de Erasan o deixou irado, e assim ele começou a cometer erros. Por quase 100 anos a Segunda Guerra das Sombras continuava, até que finalmente Phobos estava esgotado e sabia que havia sido derrotado. Ele retornou novamente para as sombras, pois havia sido enfraquecido. Embora os Criadores e Deuses saibam que ele seria para sempre uma peste em seu mundo.

Os Muitos Mundos de Erasan

Acredita-se que desde o início, ou até mesmo através das ações de Eanir e Lyria, vários mundos paralelos existam uns sobre os outros. Os Criadores tentam manter o máximo de dimensões paralelas possíveis, ainda que com cada ação, por menor que seja e pareça insignificante, um novo mundo é criado. Porém, enquanto novos mundos são formados, alguns acabam sendo negligenciados pelos Criadores e por seus filhos, e acabam caindo na escuridão, pois Phobos os subjuga. Ocasionalmente, entre alguns desses mundos passagens são abertas, feitas em maior parte pelos próprios Criadores para ajudar na batalha contra o Senhor das Trevas.

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